Pular para o conteúdo principal
Era uma quarta- feira de manhã quando me perguntaram se eu costumava me sentir bem com apenas uma palavra dele. Então milhares de coisas atravessaram a minha mente. Desde o momento em que nos conhecemos, a primeira vez que conversamos de verdade, todas as vezes que paramos de conversar e voltávamos tudo ao normal dias depois. Viajei por segundos em meus pensamentos e sentimentos mais profundos e minha resposta foi que sim, e que continuava a ser assim.
Depois de todos esses anos continua a ser como no começo. Ele me irrita quando age como um idiota, mas volta um amor quando vem falar comigo com seu jeito despreocupado. Ele é complicado de entender e talvez seja isso que eu tanto gosto nele.
Ele não me sufoca, não me prende. Então me faz ter vontade de correr, correr para seus braços e não sair mais dali. Ainda coro na presença dele e tento me concentrar nos meus pés para que ele não perceba.
Somente com ele não tenho preocupação por rir alto demais ou a hora de retornar para casa. Ele é dono de um olhar protetor e que me faz querer voar, e voltar para um chão onde ele possa me encontrar. Ele é real, tem milhares defeitos, mas suas qualidades o torna muito encantador.
Talvez, o maior defeito dele seja ser cego. Ser cego por não ver a garota que escreve esses textos, que sempre arranjava uma maneira de fazer parte da sua vida. Que o amou por tanto tempo em silêncio e que, quase desacredita no amor todo dia, mas lembra dos bons momentos e volta a acreditar. Ele foi e sempre será o sol no meio de tanta escuridão.

Comentários

Anônimo disse…
esse é o tipo de coisa que só quem ama entende, né. /sigh
esse negocio do sol me lembrou o comercial do cenoura e bronze O_O'
aihaiehaisa
mas dá nada não, rs
*:
amanda vieira disse…
ai Henrique apagou o significado do sol, tsc tsc viu KKK
*-*
Anônimo disse…
aihisohdoihaosa mimimi
I'm sorry
é que eu sou leso mesmo, alok
S2

Postagens mais visitadas deste blog

Era uma vez, outra vez.

Era uma sexta-feira à noite, estávamos parados de lados opostos da calçada esperando o regresso de um casal amigo nosso, o silêncio já estava tornando-se constrangedor. Ele repara pela primeira vez que meu cabelo está muito diferente desde a última vez que nós nos vimos, faz uma comparação saudosista, ainda que tímida, de quando eu estava com ele todo bagunçado em uma apresentação da escola. Por todo o caminho no carro, trocamos apenas amenidades, falamos da dificuldade de nos tornarmos adultos, relembramos apenas situações não muito profundas, tudo muito casual e raso. Então ele se senta estrategicamente perto o suficiente para que pequenos toques aconteçam. Assistimos o casal da mesa brigar por pequenas coisas e, entre minhas risadas, encontro o olhar dele e lhe pergunto implicitamente se teríamos acabado assim, então ganho como retorno um daqueles sorrisos enigmáticos que mais me enchem de perguntas do que me dão uma resposta. A conversa de bar acaba virando o nosso típico “c...

O não-príncipe

Alguns dias atrás em uma conversa, uma colega minha perguntou o que eu procurava em um cara. Na hora eu fiquei meio sem jeito de tentar explicar, sempre me expressei melhor escrevendo do que falando. Então aqui vai uma resposta que eu acho um pouco mais digna. Muitas garotas projetam o príncipe encantado em cada sapo do caminho. Eu não quero nenhum dos dois, não preciso de ninguém para me salvar de nada. Assim, posso dizer que busco então uma pessoa que me some em seus defeitos e qualidades. O cara dos meus sonhos vai se importar com as coisas que mais ninguém se importa. Ele vai saber detalhes tão pequenos sobre mim que eu mesma desconheço. Seus braços serão meu pequeno refúgio. Tem que ser alguém que aguente meu humor volúvel, que seja educado, me beije na testa antes de ir embora. Alguém que goste das mesmas coisas que eu, não precisa ser exatamente as mesmas coisas, mas que no geral seja compatível. Esse cara vai assistir filme comigo e vai rir da minha cara toda vez que eu chorar ...

O que restou de você em mim

Esses dias eu vi um carro igual ao do seu pai passando na rua do meu trabalho. Vi alguém usando a fatídica jaqueta listrada. Te vi em tantos lugares, mas você não estava em nenhum deles.  Tenho me perguntado se "It's my life" continua sendo o seu hino pessoal. Aprendi a ouvir Bon Jovi por você. Até hoje, tem dias que choro ouvindo Always.   Sabia que nunca consegui ler Morangos Mofados por que me lembra de você sentado no ônibus fingindo que não me conhecia? Há tanto de você em mim. Você deixou os seus rastros na minha história. São doze anos e parece que foi ontem. O seu nome é um que  não consigo pronunciar sem chorar, sem que me destrua um pouco por dentro.  Dizer que eu nunca mais amarei alguém como amei você passou de um mau presságio para uma prece. Nos meus sonhos, de vez em quando você volta para me assombrar. Você tenta me devolver aquilo que  te dei, mas você não tem isso em você.  Fui eu quem peguei emprestado: a sua jaqueta, os seus gostos,...